Estruturas para a recepção de deficientes auditivos

Como quem possui qualquer outro tipo de deficiência, os deficientes auditivos precisam de um ambiente minimamente adaptado para que possam ter uma vida normal e, para isso, são necessárias estruturas para recepção desse tipo de deficiente. Por vezes a utilização de aparelhos auditivos pode ser suficiente.

Graças aos avanços alcançados nos últimos anos, atualmente os deficientes auditivos podem contar com a tecnologia como uma forte aliada. A tecnologia ajuda não só na comunicação diária, como também facilita com que o deficiente realize suas responsabilidades laborais. Hoje temos telefones, despertadores em travesseiros, aparelhos auditivos e softwares avançados que ajudam a facilitar o dia a dia das pessoas com problemas de audição.

No mercado de trabalho, também devem ser feitas adaptações, como observar o nível de ruído do local, identificar os sinais sonoros existentes no ambiente de trabalho para que possam ser acompanhados por sinais luminosos, implantar um sistema de Intranet para a comunicação, utilizar pagers e celulares para que haja uma comunicação com o envio e recebimento de mensagens escritas.

No ambiente escolar, a inclusão de deficientes auditivos também necessita de adaptações e estruturas voltadas a eles. Alguns consideram essa inclusão como a mais polêmica das inclusões escolares. O que acontece de diferente das outras é que a criança ou o jovem surdo tem como sua primeira língua a Língua Brasileira de Sinais, ou LIBRAS, e não o português.

Sendo assim, a escola deverá contar com professores bilíngues, que estejam aptos a ensinar a língua de sinais e o português escrito. A comunidade surda defende que a inclusão dos alunos com deficiência auditiva deverá ser somente nessas escolas bilíngues, não em escolas comuns, por causa das suas diversas vantagens. Em todo o Brasil já existem essas escolas, mas não o suficiente para atender todas as crianças e jovens com surdez ou deficiência auditiva.

É fundamental que o aluno possa ter contato com um professor também surdo, em que a sua primeira língua também é a língua de sinais, além de o professor regular que domine a mesma, para que seja mais fácil a aprendizagem e a comunicação da criança.

Além disso, o aluno com deficiência auditiva deverá receber um apoio específico no horário em que ele não estiver em sala de aula. Na alfabetização de alunos surdos, primeiro o aluno deverá aprender a língua de sinais, depois o português, como sua segunda língua.

Cada vez mais, os surdos estão conseguindo ganhar o seu espaço na sociedade, mas ainda há muitas mudanças e adaptações a se fazer para que, tanto no mercado de trabalho, quanto no ambiente escolar, eles sejam recebidos de braços abertos, sem se depararem com obstáculos por falta de estruturas para a sua recepção.

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