Picaretagem no ramo de Aparelhos Auditivos

Como as empresas fazem para crescer e se destacar na Internet?

Para picaretagem existem muitos recursos. Tem, inclusive, artifícios muito técnicos que só os especialistas conseguem entender. No segmento de aparelhos auditivos, como em vários outros segmentos, têm muitas empresas ultrapassando os limites da ética para se aparecer. Mas, muitas coisas uma pessoa esclarecida pode perceber:

Através de outro site você “cai” no mesmo site que você já passou ou os telefones e endereços são os mesmos. Ou seja, a empresa “Espuma S.A.” cria vários sites com pequenas variações que se apontam entre si para melhorar os índices de classificação. Esta é uma prática condenada na web.
Você faz uma busca do nome específico de uma empresa (marca registrada) e vêm outras empresas do ramo. Isto significa que ela não tem nome suficiente e coloca nomes de outras empresas para “ir na cola” de outras empresas mais conhecidas. Muitas vezes são nomes e marcas com as quais a empresa não tem qualquer relacionamento. Isto é uma utilização de nome que não a pertence.
A empresa apresenta uma ou mais unidades que precisa de horário marcado para ser atendido. Quer dizer, não tem gente para atender no local. O pior é quando não tem nem fonoaudiólogo fixo em tempo integral. Se a empresa não tiver um sistema telefônico mais moderno, o telefone fixo não atenderá porque não transfere para a outra unidade ou para o celular.
Empresas que anunciam com telefones celulares ou do tipo “24 horas” é tipicamente chamado, neste segmento, de “maleiro” ou “ambulante”. Pois, ele anda “pra lá e pra cá” e, muitas vezes, só pode atender no celular, não tem quem atenda por ele.
A empresa menos séria pode dizer que são dezenas ou centenas de “representantes”, mas se você procurar, só vai encontrar muito pouca informação de cada um deles. Pode ser que nem telefone e endereço dos “representantes” são divulgados. Isto significa que cada “representante” é como um vendedor autônomo, quando não ambulante, sem estrutura adequada e legalizada para atendimento.
Tem empresas que colocam “X anos de experiência na área” ao invés de colocar a data de fundação da empresa ou o tempo de existência da empresa. Elas procuram confundir o tempo de existência da empresa com algum contato com a área, como alguma pessoa que foi funcionário em outra empresa, que pode ser até algum falecido.
Empresas que colocam anúncios minúsculos em mídias de massa caras são típicas de empresas de pouca estrutura. Na Internet estas empresas podem ser virtualmente grandes, por ser mais barato. Mas, para figurar em uma “mídia pesada” não tem como enganar.
Quando uma rede de uma empresa é anunciada sem muitas informações como os telefones e endereços de cada unidade, estes “locais” podem ser do tipo vendedores autônomos da “franqueadora”. Normalmente, a nota fiscal, quando tem, não é do endereço de onde você recebe o aparelho; mas, da “Central”. O que pode trazer dificuldades, caso tenha qualquer dificuldade com a unidade local; dado que a Central pode ser longe e até estar no outro estado.
Empresas que fazem estardalhaço e apelam para descontos irreais com produtos de saúde; são, no mínimo, sem percepção. Todo bom profissional da área da saúde, sabe que saúde não deve ser tratada como um comércio. Esta abordagem não implica, obviamente, em ser contra aos baixos preços; é ser contra o uso do preço para enganar.
São várias as empresas que copiam (plágio) textos de outros sites por não ter competência para gerar o seu. Não é fácil perceber quem é o plagiador. Mas, com um pouco de atenção é possível perceber. Alguns indícios das empresas sem ética são:
A empresa que não coloca o tempo de existência da empresa (e não a “experiência”), esta é a mais recente do aquela que divulga; pois, esconde por ser um ponto fraco.
O site tem pouco conteúdo ou parece um trabalho escolar (à base de “control C e control V”) ou parece um site “frankenstein”. Não tem unicidade, não é homogêneo. Os textos “próprios” têm estilos muito diferentes e até antagônicos.
O site que coloca apenas as palavras genéricas no domínio (tipo aparelhos.com.br) é porque não tem nome para mostrar no mercado, o seu nome verdadeiro é secundário. Ou você clica em um determinado site e cai em outro sem o nome da empresa (só com palavra chave) no endereço eletrônico (domínio final).
Existem sites que ajudam a identificar páginas semelhantes na web (copyscape.com ou plagium.com). Se o site suspeito tiver várias telas iguais em outros sites, existirão duas hipóteses: ou o site é referência para os outros copiarem tudo dele ou é ele que montou o site de “colagem”. Procure analisar bem o conjunto dos textos do site para perceber quem plagiou.
Ser pequeno não significa ser mal intencionado. Mas, significa menos recursos. E, portanto, mais dificuldades para gerar um bom site. Isto jamais foi desculpa para fazer imoralidades. Pois, o risco de problemas é do cliente.

O internauta mais bem informado poderia questionar o seguinte:

O motor de busca do Google não pune as empresas que fazem “picaretagens” no site para aparecer? Pois, já ouvi falar que a quantidade de critérios para a classificação nas buscas orgânicas, no miolo da tela, é vasta e inteligente.

Muitas pessoas acreditam nisso, tem até especialistas da área que diz acreditar; mas, a realidade ainda é bem outra. A “picaretagem” virtual está compensando, e muito. Várias empresas vêm crescendo pelas vias obscuras. Pelo menos neste segmento, algumas empresas que aplicam os piores truques virtuais estão na frente das empresas de bom comportamento na web.

É possível que, com o tempo, estas más empresas caiam na classificação ou até sejam banidas das buscas. Mas, as boas empresas estão ocupadas com os seus próprios cuidados e acabam por precisar ignorar os “marreteiros” que, por sua vez, acabam atuando livremente.

Por outro lado, sabe-se que nem sempre as más empresas são as pequenas e precárias. Existe empresa, que aparenta ter grande quantidade de pontos de atendimento, que é apelativa e sem ética: enganam os clientes e faz plágio da concorrência.

Não há dúvida que ninguém quer trabalhar para o outro, que simplesmente copia e mostra como se fosse seu, sem nenhum trabalho. Mas, isto é o que a web permite por não haver quem discipline. A divulgação do conteúdo é de livre arbítrio de cada um. Não existe punição; muito pelo contrário. Os “bandidos” apostam no alto custo e dor-de-cabeça para conseguir justiça.

Nem por isto a Laysom vai cair na “vala dos picaretas”. Mas, ela procura divulgar os cuidados para que o internauta não se prejudique. Pois, empresa sem ética é sem ética para tudo que conseguir, inclusive ao cliente que “morde a isca”. Porque o objetivo deles é “fisgar os otários” que vão sustentá-los e fazê-los crescer.

O melhor e a mais eficaz justiça é o do cliente. E, é o cliente que forma o perfil do mercado, promovendo ou selecionando empresas. Se o cliente não se importar com a falta de respeito das empresas, os próprios clientes serão as vítimas.

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