Preços, quanto custa o Aparelho Auditivo?

Quanto custa, preços de aparelhos auditivos

Não existe um padrão de modelos e preços de aparelhos auditivos. A variação é bastante ampla, conforme o modelo, fabricante e empresa que está vendendo. Mas, qualquer faixa de preço de qualquer empresa, do mais simples ao mais sofisticado, está dentro da faixa maior de mil a dez mil reais cada aparelho.

É extremamente útil ao comprador e ao usuário entenderem alguns aspectos básicos para ficarem satisfeitos mais à diante, sem riscos e sem as amargas experiências:

1- Os aparelhos auditivos não são padronizados. São várias dezenas de marcas; e, a quantidade de modelos por marca pode alcançar muitas dezenas. O que nos leva a concluir que no mercado brasileiro temos várias centenas de modelos, podendo chegar perto de mil modelos, que estão em constante modificação.

2 – As marcas e modelos de empresas diferentes são, normalmente, diferentes. Mesmo que se obtenha a marca e modelo de uma empresa, nem sempre é possível achar um equivalente exato. Pois, além de as especificações mais técnicas nem sempre serem divulgadas, a quantidade de modelos existentes inviabiliza a comparação por modelo.

3- O futuro usuário de aparelho auditivo não pode escolher livremente entre todos os modelos de aparelhos como em uma loja de TV. Tanto os modelos de aparelhos auditivos como os televisores diferem entre si pelo tamanho, formato, recursos, qualidade e marca. Entretanto, a escolha da TV é de total liberdade do comprador e o aparelho auditivo depende de uma adequação técnica, dado que é uma prótese. As opções de escolha são limitadas pelo fonoaudiólogo especializado em aparelhos auditivos, conforme os exames, entrevista, avaliação e testes.

4 – As diferenças de preços entre modelos do mesmo fabricante de aparelhos auditivos, têm resultados bastante diferentes. A TV pode ser utilizada com mais, ou menos satisfação, conforme a adequação do aparelho para as condições do telespectador; mas, dificilmente deixa de cumprir a sua função. Apesar de o aparelho auditivo ser para muitos um auxílio imprescindível, o aparelho pode variar muito em termos de utilidade e conforto. Ele tem um componente de dependência muito pessoal que pode desmotivar o seu uso ou tornar-se pouco efetivo. Portanto, o primeiro fator para escolher o aparelho mais adequado é a consideração do paciente e depois o valor.

5 – Podem existir empresas que trabalham com uma faixa de preços estreita e baixa, estas são as “pequenas e precárias”; são de alto risco. Aquelas que têm aparelhos de no máximo três a quatro mil reais também não merecem atenção. Normalmente, a maior parte das empresas trabalham com a variação global de preços semelhantes (sempre está entre mil a dez mil reais). Desta forma, não é possível avaliar, por telefone, qual (ou quais) aparelho vai ser selecionado pelo fonoaudiólogo para uma determinada pessoa. Portanto, não tem fundamento a escolha de uma empresa pela faixa de preços, menos ainda pelo valor mínimo. Seria o mesmo que escolher uma ótica perguntando, por telefone, qual a faixa de preços dos óculos, se as lojas praticassem faixa parecidas.

6 – Preços abaixo de mil reais é, no mínimo, atípico. Pois, no mercado de vendas em volume, os preços são superiores a esse valor. Esse valor mais baixo é raríssimo, pois é inviável para qualquer empresa séria operar. Mesmo em “promoção”, os aparelhos auditivos próximos a este valor são pouco indicados, dado que é adequado para uma parcela reduzida de usuários ou são aqueles modelos preteridos pelos usuários.

7 – Os vendedores podem citar qualquer valor por telefone. Pois, o aparelho vai depender de muitos fatores como os ambientes que frequenta, atividades, habilidades, sensibilidade, preocupação estética, etc. A avaliação técnica do fonoaudiólogo considera, ainda, muitos outros fatores que não é possível detectar por telefone. Portanto, o comprador e o usuário devem tomar cuidado para não “cair no conto do menor valor” por telefone.

8 – Numa ótica, quando se recebe o par de óculos novos, o atendente o ajusta e dificilmente é necessário retornar à ótica para algum trabalho com esses óculos. O aparelho auditivo difere bastante nesta parte. O aparelho auditivo é uma prótese ativa: precisa de baterias e precisa “trabalhar”. A adaptação é gradual; e, na mediada em que o usuário se adapta às novas condições de audição é aconselhável um acompanhamento para eventuais ajustes. O aparelho auditivo é um produto de componentes minúsculos, sensível e frágil; que trabalha por longas horas e sob condições desfavoráveis. Embora a empresa venda os aparelhos auditivos, o trabalho dela apenas começa quando o usuário pega os seus aparelhos. Portanto, a escolha da empresa é tão importante na compra quanto na continuidade, para dar bom uso do aparelho auditivo, independente do preço e empresa.

9 – O comprador pode não ter idéias da grandeza de preços e se assustar. Pois, poderia esperar um valor muito menor que mil reais; talvez como um tocador de DVD. Os aparelhos auditivos são próteses auditivas, com parte dela confeccionada unicamente para um determinado usuário, é um produto que requer muita atividade específica e diferenciada em torno dela até a entrega e após a entrega. Além disso, é um tipo de produto que requer alta tecnologia e investimento para desenvolvimento para ser diluído em um baixo volume de venda, não é um produto de massa como um DVD player. O preço de uma roupa pronta comum de loja é diferente de uma roupa confeccionada sob medida para uma pessoa com necessidades especiais e para uma atividade especial.

10 – A normalidade auditiva é de um tipo só, tem padrão, mas o usuário de aparelho auditivo é diferente da normalidade. E, portanto, os usuários têm necessidades específicas e individuais – cada caso é um caso. Da mesma forma que não existem duas próteses dentárias iguais, o acoplamento acústico e os ajustes do aparelho são únicos para cada ouvido.

11 – Alguns aspectos podem se tornar significativos. O primeiro: precisa investigar se a empresa trabalha com “seminovos”. Pois, isso faz com que essa empresa possa trabalhar com preços menores os aparelhos que se vende como “novinhos em folha”. Apesar disso tem-se verificado casos em que não são vendidos com preços “da China”, como seria de se esperar, mas são oferecidos com preços acima de preços de aparelhos totalmente novos. O segundo aspecto são os “custos invisíveis” no momento da compra, que podem vir de diversas formar após a compra. O teste domiciliar gratuito de aparelho auditivo, sistemático, a todos os potenciais usuários pode esconder um custo. O custo de manter o grande volume de aparelhos de teste pode ser repassado aos que compram aparelhos auditivos ou alternativamente, pode ser repassado o aparelho “de teste” àquele que compra aparelho “novo”. Outros custos que podem não ser percebidos na compra são: o alto custo de baterias especiais para os aparelhos, a cobrança para troca do tubinho de acoplamento, a cobrança para ajustes e outros que a criatividade surpreende.

12- O segmento de aparelhos auditivos exige confiança do usuário para com a empresa. Neste aspecto é semelhante às joalherias: não há como confiar em aparelho com preço aviltado, muito baixo, distante aqueles praticados por empresas sérias.

13- Mesmo em se tratando de saúde, não dá para ignorar a questão do valor de um aparelho auditivo, mas pode ser tratado com bom senso. Apesar de o valor ser importante, jamais a escolha deve ser feita apenas pelo preço: é compra de alto risco e “arrependimento na certa”.

14- Os valores de aparelhos mais vendidos dependem de cada empresa em particular, conforme o seu perfil de atuação. Mas, entre as empresas tradicionais, os valores de aparelhos mais vendidos estão entre R$2.000 a R$6.000. Na Laysom, embora tenha aparelhos de pouco mais de mil a mais de oito mil, os aparelhos mais vendidos estão entre R$1.500 a R$5.000.

15- Tem surgido, nos últimos anos – com muito estardalhaço, algumas empresas que anunciam “preços campeões” de aparelhos auditivos. Neste caso, alertamos o internauta quanto aos cuidados necessários para não fazer uma compra de aventura do tipo “o barato que sai caro”. Pois, não existe “milagre” neste mercado que já existe há décadas. Não há como “revolucionar” na questão de custos quando os fornecedores internacionais e nacionais são os mesmos. Sabemos que existem elementos ocultos que o cliente não tem como perceber na fase pré-venda. Empresas que “seduzem” pelos preços, não conseguem fazer um bom trabalho de assistência e atenção ao usuário. Isto é absolutamente previsível e certo. Por outro lado, é óbvio que, isto não implica que quanto maior o valor, melhor o trabalho da empresa. Apenas alertamos que, as empresas apelativas em preços, são potencialmente arriscadas “para se perder saúde” (nos dois sentidos) e para dar prejuízo ao seu “bolso” (literalmente).

16- É importante para a pessoa que está procurando uma empresa de aparelho auditivo entender que se trata de saúde e bem estar, que em última análise significa qualidade de vida. A pergunta do tipo “Quanto custa um aparelho auditivo digital, retroauricular, para perda do tipo tal, tal e …?” não ajuda na escolha da empresa. Pois, uma boa empresa tem muitas possibilidades para cada caso; e, a definição do aparelho auditivo é resultado de muitos fatores e não depende somente da escolha do usuário. Converse com algumas empresas e agende um horário com uma empresa que tenha gostado. As empresas do segmento, normalmente, não cobram para uma avaliação.

17- Uma empresa competitiva fornece muitas formas de pagamento que viabiliza a compra em situações que aparenta estar fora de alcance. Além disso, a competitividade da empresa é chave no aspecto de valor. Pois, o melhor valor é aquele “dentro do orçamento” que alcança melhor qualidade global em relação à outra empresa com o mesmo valor. E, por qualidade global, entende-se do produto, do atendimento e acompanhamento pós-vendas.

A Laysom trabalha com mais de duas centenas de modelos de aparelhos. São empresas da América do Norte (USA), Europa (Alemanha, Suíça e Inglaterra) e Japão. Isto permite a ela selecionar entre as melhores fabricantes, os aparelhos mais desenvolvidos de cada marca em termos de tecnologia, qualidade e confiabilidade. Permite também “pinçar” entre as diversas famílias de cada marca, aqueles que possuem as melhores relações de “custo X benefícios”. É esta a origem da singular Competitividade Laysom: a empresa não está amarrada a apenas uma ou duas marcas, ela vai buscar nos mercados mais desenvolvidos, o melhor, o mais adequado e a menor custo para cada usuário individual.

Muitos vendedores classificam os aparelhos em digitais e analógicos. Entretanto, a quantidade de variáveis é muito maior que isso. O site da Laysom, na Internet, explica a questão da classificação dos aparelhos auditivos e também informa os aspectos mais importantes para considerar na escolha da empresa de aparelhos auditivos.

7 Comentários

  1. Flavia Moraes disse:

    Ao navegar neste site, adquiri muito conhecimento, agradeço pelos informes.

  2. Eliane Teixeira. disse:

    Muito boas as informações contidas neste site. agradeço.

  3. sebastiao ferreira disse:

    tenho consulta dia 12 de maio e tudo indica que vou precisar usar protese auditiva e gostaria de manter contato ok. grato

  4. Darcio D Agosto disse:

    Tenho 80 anos fico na duvida se devo ou não usar .
    Tenho dificuldade de entender pessoas que falam
    muito rápido.
    Caso tenha que fazer teste favor informar local mais
    perto.
    Moro em São Roque SP.
    Grato.
    Velho Darcio
    Chau.

  5. cleusa queiroz disse:

    quero saber se vcs fazem teste de aparelhos auditivos domiciliar. e a media de custo dos aparelhos auditivos, para uma senhora de 81 anos, com pouquíssima audição

  6. Sueli Cruz Azevedo disse:

    Gostaria que me enviassem endereços e telefone, de fabricantes de aparelhos auditivos, aqui na Baixada Fluminense. Obrigada

  7. ALCIONE MARTINS DE OLIVEIRA VASCONCELOS disse:

    MEU FILHO DE 9 ANOS JA USA APARELHO AUDITIVO DO SUS, ESTOU QUERENDO COMPRAR PARA ELE UM MAIS MODERNO, MORO EM BETIM-MG, GOSTARIA DE SABER SE VOCES TEM APARELHO PARA IDADE DELE E ONDE TEM UMA LOJA PROXIMA

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