Perguntas Mais Frequentes

Segue algumas perguntas mais frequentes sobre aparelhos auditivos. Havendo alguma questão não respondida neste FAQ, favor entrar em contato conosco, que logo responderemos.

 

  1. O que é AASI?

    AASI é a sigla para o nome técnico dos aparelhos auditivos: Aparelhos de Amplificação Sonora Individual. Mais antigamente eram chamados de aparelhos para surdez ou aparelhos contra surdez. O aparelho auditivo é um conjunto eletrônico autônomo que, com a energia de uma pequena bateria, ajusta dinamicamente os sons (da fala e do ambiente) para as necessidades do usuário de aparelho auditivo. Os aparelhos mais avançados utilizam chips digitais e sistemas computacionais para fazer esses ajustes em “tempo real”.

  2. Como é o exame de audição?

    Existem vários tipos de exames de audição. A escolha dependerá de cada caso e da idade do paciente. Os exames não provocam dor. Eles são realizados com equipamentos calibrados anualmente em ambientes acusticamente adequados e por fonoaudiólogos habilitados.

  3. Tenho um exame antigo, será que serve?

    A validade de um exame de audição é de, no máximo, 12 meses ou até quando a pessoa perceber qualquer alteração na audição. Porém, ao realizar um novo exame é importante levar os últimos exames para o acompanhamento da evolução.

  4. Como eu escolho o meu aparelho auditivo?

    A escolha dependerá de vários fatores. Deve-se levar em consideração o grau da perda auditiva, o perfil (gráfico) da perda auditiva, a anatomia do conduto auditivo, a presença de infecções de ouvidos recorrentes, a destreza manual, acuidade visual, sensibilidade do usuário, preferência estética, tipos de recursos desejados, etc. Existem produtos que a escolha é apenas do comprador. Mas, no caso de aparelhos auditivos, a escolha têm duas partes. De um lado o usuário e familiares – e, do outro a equipe técnica da empresa. Pela parte técnica, os fonoaudiólogos selecionam algumas possibilidades de aparelhos para a pessoa, considerando-se fatores da anamnese (entrevista) e dos exames. Pelo lado do usuário, além de considerar os fatores normais de qualquer produto, ele considera também os aspectos da adequação dos recursos em relação ao seu estilo, satisfação com o som, etc.

  5. O que fazer se a pessoa tem resistência ao uso do aparelho?

    Em primeiro lugar deve-se explicar à pessoa sobre a perda auditiva e suas consequências (veja Curiosidades: Efeitos da Perda Auditiva). Depois disso é importante orientá-la sobre as vantagens do uso de aparelho e testar um aparelho para conscientizá-la sobre a quantidade de sons que ela está deixando de ouvir e que pode até interferir na auto-estima, além da vida social e profissional. Em todas as etapas desse processo, é fundamental a participação positiva dos familiares e dos profissionais da audição para esclarecimentos. Os pacientes com rebaixamento auditivo têm motivos variados para resistir ao uso das próteses. Mas, podemos abordar de muitas formas (veja A Audição : Benefícios do Aparelho). É bastante comum, também, a pessoa ter algum “bloqueio” devido a uma idéia pré-concebida a respeito do uso de aparelhos (veja Curiosidades: Lendas x Realidade).

  6. A pessoa diz que ouve os sons, mas não entende. Como é isso?

    De fato, isto é possível acontecer. Dizemos que o paciente apresenta baixa discriminação (compreensão). Neste caso, precisaria efetuar uma avaliação mais detalhada e específica. Mas, um exame que detecta o grau desta dificuldade é a logoaudiometria.

  7. Quanto tempo leva para se adaptar com os aparelhos?

    Pode ser imediato. Mas, pode também levar muitos meses para se adaptar. Cada pessoa possui um conjunto de características que afetam o tempo da adaptação. Por exemplo: idade, grau e tipo de perda auditiva, tipo de ambiente que frequenta, conscientização do problema, aceitação pessoal e familiar, recursos do aparelho, necessidades pessoais, expectativas, etc. Os resultados positivos ocorrerão, sobretudo, com a força de vontade e determinação do usuário e, também, com o apoio da família.

  8. Vou ficar como uma pessoa normal, sem perda auditiva?

    Parcialmente. Mesmo que muitos usuários considerem absolutamente indispensáveis, é fundamental entender que o aparelho auditivo é uma prótese e que como todas as próteses, têm limitações. Embora seja um produto que agrega muita tecnologia, e seja cada vez mais aperfeiçoado, ele não complementa totalmente a função auditiva natural. Cuidado com pessoas ou empresas que induzem a você a imaginar que resolve todas as dificuldades em quaisquer circunstâncias.

  9. O que é uma prótese? O aparelho auditivo é uma prótese?

    Uma prótese é um produto ou engenho artificial que substitui uma função ou órgão do corpo humano em parte ou todo. E, uma órtese difere da prótese apenas pelo fato de ela não substituir, mas de complementar ou corrigir uma função ou órgão que perde parte da capacidade. Portanto, a rigor, a classificação correta do aparelho auditivo seria como órtese. Note que a dentadura é uma prótese; e os óculos são uma órtese, como os aparelhos auditivos que “auxiliam” a audição. Como a palavra órtese é pouco popular, tomou-se a palavra prótese para os aparelhos auditivos, que é mais conhecida. E, assim, em qualquer meio, mesmo nos meios médicos e da fonoaudiologia, utiliza-se o termo prótese.

  10. O meu pai não ouve bem, será que eu também vou ter perda auditiva?

    A perda auditiva pode ter várias causas, algumas ligadas à hereditariedade e outras não. Caso perceba que está sentindo qualquer dificuldade de audição, procure um médico especialista (otorrinolaringologista ou simplesmente otorrino).

  11. Se adiar mais uns meses ou anos o meu exame de audição, tem algum problema?

    Não tem o mesmo efeito para pessoas diferentes, dependerá de cada caso. Contudo, os problemas de saúde quando diagnosticados e tratados precocemente, têm tratamentos mais eficazes. E, no caso de necessitar de aparelho auditivo, perde-se muita coisa – a principal é a manutenção do estímulo ao sistema auditivo (não reduz a sua utilização).

  12. Ser digital é garantia de boa qualidade?

    Não. Com a popularização dos aparelhos de circuitos digitais, algumas empresas sem estrutura, passaram a ressaltar orgulhosamente que trabalham com aparelhos “digitais”; como se esse fato bastasse para identificar um bom aparelho. Atualmente, existe uma infinidade de aparelhos digitais, que vão desde os mais simples, com menos recursos que alguns analógicos, até os aparelhos extremamente sofisticados. O tipo de circuito é apenas uma das características (veja A Audição : Tipos de Aparelhos Auditivos). Empresas que reforçam a distinção dos aparelhos em duas ou três categorias, tendem a não apresentar (ou não possuem) todos os modelos adequados de aparelhos necessários para todos os casos de perda.

  13. O aparelho auditivo tem garantia?

    Sim, na Laysom o seu aparelho auditivo tem garantia; e, a assistência técnica é permanente para todos as marcas e modelos. A garantia varia, conforme marca e modelo; nenhum é de menos de um ano. Mas, uma das mais importantes garantias é a confiança do bom acompanhamento e a satisfação do bom atendimento, sempre, e enquanto o aparelho existir, não apenas na garantia.

  14. Tenho perda nos dois ouvidos, tenho que usar nos dois?

    Indivíduos com deficiência auditiva bilateral geralmente ouvem melhor com dois aparelhos, da mesma forma que as pessoas normais ouvem melhor com dois ouvidos. Você se lembra ou sabe o que é um monóculo? Pois é! Mas, nem todos que tem perda auditiva bilateral deve utilizar nos dois ouvidos, o fonoaudiólogo pode avaliar a melhor opção para cada caso. Quando tecnicamente recomendado, as pessoas deveriam utilizar aparelhos nos dois ouvidos (veja A Audição : Uso de dois aparelhos auditivos)

  15. Preciso de aparelho para dirigir carro?

    Se no exame de audição da habilitação for constatado que a pessoa tem deficiência auditiva; então, legalmente, será obrigatório o uso de aparelho auditivo, da mesma forma que os óculos. Entretanto, mesmo que na CNH (carteira de motorista) não conste a obrigatoriedade, é interessante observar que na direção de um veículo, o som é um importante sinal de controle. Quem tem audição normal nem se lembra disso.

  16. Qual é o preço de um aparelho auditivo?

    Depende de vários fatores como: o grau de perda auditiva, apresentação (tipo, forma e tamanho), circuito, nível de tecnologia incorporada, recursos que ele apresenta, serviços, etc. A faixa de variação dos aparelhos auditivos é muito grande. O aparelho auditivo é um produto com muita tecnologia agregada; mas, não é um produto de massa, o que impede que o custo seja comparável aos produtos eletrônicos domésticos como um equipamento de DVD, por exemplo. Um aparelho auditivo está em um faixa de preços próximos dos televisores grandes e de TVs com novas tecnologias. Entretanto, a comparação está longe de ser razoável. Aí estamos comparando um produto de comércio de “prateleira” (que agrega pouco serviço pós-vendas da loja) com uma prótese (personalizada) onde o produto é apenas parte do custo. Pessoas leigas podem ser seduzidas por empresas que apelam por preço e pode achar que está fazendo um bom negócio. O resultado mais comum, para os clientes destas empresas, é o barato que sai caro. (vide Dicas : Como escolher sua empresa e outras no mesmo menu). Mas, recomenda-se cautela, dado que você está tratando com um produto confeccionado e ajustado individualmente, que requer acompanhamento e assistência, têm desgaste e trata-se de saúde (vide artigo específico: Quanto custa um aparelho auditivo?)

  17. Que condições de pagamento a Laysom tem?

    Muitas formas de pagamento, entre elas o Crédito Social e as linhas de financiamento próprio. A Laysom sempre tem encontrado uma solução adequada para quase todos os casos, tanto tecnicamente quanto financeiramente. A Laysom, é seguramente, a empresa de maior variedade e capacidade para viabilizar a aquisição de aparelhos auditivos. Confira! Você vai se surpreender.

  18. Posso deduzir o valor dos aparelhos auditivos no Imposto de Renda?

    Os aparelhos auditivos podem ser declarados no Imposto de Renda de pessoa física ou jurídica (declaração de IR: IRPF ou IRPJ). Neste aspecto, é semelhante a outros produtos como celular ou televisor. Entretanto, só é possível deduzi-los como despesa médica se for parte integrante de procedimentos de uma internação hospitalar. Caso contrário, ela deve entrar simplesmente como uma despesa. Os aparelhos auditivos são equiparados, pela Receita Federal, às lentes e os óculos – que também não podem ser deduzidos como despesas médicas. Caso você lance como uma despesa médica, o “leão” poderá pegar o erro e cobrará a diferença (mais alguma coisa) que esse desconto causou no imposto a recolhido. Independentemente de ser dedutível ou não, é importante que a empresa forneça a Nota Fiscal do produto que você está adquirindo. E, esta nota fiscal deve ser do endereço de onde você está comprando, não de um outro local, de outra cidade ou até outro estado.

  19. Porque a Laysom trabalha com centenas de modelos?

    Esta é uma característica singular da Laysom. A empresa recebe de fabricantes da América do Norte (USA), Europa (Alemanha, Suíça e Inglaterra) e Japão. Esta abordagem tem gerado resultados muito superiores aos usuários. Primeiro: Nenhum fabricante consegue ter competitividade aliada a qualidade para todos os casos de perda auditiva. E, segundo, nenhuma empresa no mundo consegue desenvolver os seus produtos para ser o melhor em todos os tipos de perda auditiva. Na medida em que a Laysom trabalha com vários fabricantes importantes do planeta, ela consegue o melhor de cada fabricante a um preço altamente competitivo. Se a empresa tem uma lista restrita de algumas dezenas de modelos, a empresa pode ser obrigada a “forçar” o seu caso para o aparelho “mais próximo” e a um custo nem sempre interessante. Na questão de variedade, é importante a empresa ter esta variedade disponível; e, não ser marcas e modelos que “um dia já representou”.

  20. O que é um Centro Auditivo?

    É uma empresa especializada e dedicada ao usuário de aparelho auditivo. Normalmente, elas têm uma estrutura mais completa, mas atua apenas no atendimento de usuários de aparelhos auditivos; e, às vezes, lida também com equipamentos profissionais de fonoaudiologia e otologia. Entretanto, várias pequenas empresas do tipo “pequenas e precárias” se autodenominam de “Centro Auditivo”. Essa denominação está quase em desuso.

  21. Como são as baterias para os aparelhos auditivos? É fácil achar? Requer cuidado especial para o descarte?

    Primeiro: As baterias, ou pilhas, são muito pequenas e parecidas com as baterias de relógios. Mas, é importante não experimentar baterias que não são as do tipo Zinco-Ar (Zinc-Air) e específicas para aparelhos auditivos. Ainda existem baterias para aparelhos auditivos de mercúrio; entretanto, estas não são recomendadas e ainda poluem o meio ambiente. Os códigos das pilhas (e as cores características p/facilitar a memorização) específicas para aparelhos auditivos são em ordem decrescente de tamanho: 675 (azul), 13 (laranja), 312 (marrom), 10 ou 230 (amarelo) e 5 (vermelho).

    Segundo: Não se encontram estas pilhas em supermercado. É recomendado adquirir as pilhas ou baterias em lojas especializadas de pilhas ou em empresas de aparelho auditivo. É importante o usuário não utilizar pilhas “equivalentes”. Pois, existem pilhas que cabem no compartimento; mas, podem danificar o aparelho. Mesmo no período de garantia, este tipo de problema causado por pilhas inadequadas não tem cobertura. Em casos mais graves, como de vazamento, pode haver a completa inutilização do aparelho. Cliente da Laysom pode participar do Programa de Pilhas, como Cliente Especial, com descontos e cartelas de pilhas grátis. Existe, também, a questão da qualidade; prefira sempre pilhas de primeira linha: o aparelho auditivo é muito caro para se colocar nele pilhas de “quinta categoria”. Pilha tem validade, não se esqueça de ver isto.

    Terceiro: Não. As pilhas Zinco-Ar não agridem a natureza, e portanto, podem ser descartadas como lixo comum, não reciclável. Antigamente existiam pilhas de mercúrio, para aparelhos; mas estão proibidas no país.

  22. Comprar aparelho de grife é garantia de bons resultados e tranquilidade?

    Uma boa marca é importante. Mas, o melhor é ter uma empresa que possui boas marcas, não só os de grife. O bom resultado depende de muitos fatores. A disposição do usuário em usar o aparelho é o início para se pensar em bons resultados. Com a ajuda do fonoaudiólogo especializado, é possível identificar quais recursos serão realmente necessários, de acordo com a perda auditiva da pessoa e conforme as queixas específicas. Outra questão que a empresa deve ajudar é entender quanto à forma de utilização e o estilo de vida do usuário. Uma boa orientação à adaptação e um acompanhamento permanente são fundamentais para garantir os bons resultados.

  23. Tem empresa oferecendo desconto de mais de 50%. Como considerar isto? É um bom negócio?

    Desconto é bem visto por todos para quase tudo. Mas, quando excessivo, pode ser indício de alto risco. No caso de aparelho auditivo, pode-se suspeitar que a empresa trabalha com aparelhos usados ou sem registro na ANVISA ou trabalha com algum formato ilegal de trabalho. Apenas um técnico, em laboratório, consegue constatar se o aparelho é usado. Aparelho usado não tem garantia real e pode não ser adequado para a pessoa. Como em qualquer mercado, não existe milagre de dar, permanentemente, descontos muito altos em relação ao preço de concorrência. Se não tiver alguma “surpresa”, o super-desconto pode ser ilusório. Neste caso, você estaria se deparando com outro problema: a propaganda enganosa. (vide texto no menu Dicas: Super-Desconto)

  24. Tem como obter aparelhos auditivos grátis, de doação? Algum governo fornece?

    Sim, alguns órgãos, como as prefeituras e o SUS, protetizam aparelhos auditivos sem custo inicial. Para quem não tem nenhuma condição financeira, é o caminho. Para os que podem dar uma entrada e uma pequena mensalidade, de pelo menos R$50, recomenda-se procurar empresas especializadas. Pois, o processo de doação pode demorar e existe uma triagem, com prioridade para crianças. A aquisição feita pelo órgão é a compra pelo menor preço. Portanto, o aparelho e o atendimento é bastante simples, podendo não atender as necessidades do usuário. É como hospital público, que nem sempre consegue atender adequadamente os pacientes.

  25. Depois de comprar o(s) aparelho(s), vou precisar voltar à empresa em que comprei?

    Sim. As regulagens devem ser feitas principalmente na fase de adaptação do usuário. O ajuste inicial é baseado principalmente nos exames. E, as necessidades e as sensibilidades mudam com a experiência do uso. Os ajustes visam adequar o aparelho de acordo com as preferências e necessidades cotidianas do usuário, que vai incorporando a prótese. A audição, também, tem alguma flutuação e pode mudar com o tempo, assim como os graus dos olhos que podem mudar com o tempo. A Laysom oferece, além do acompanhamento e assistência permanente, um programa de saúde auditiva e super-descontos para pilhas. Essa abordagem visa a atenção da empresa para com o pós-vendas.

  26. Tem aspectos críticos, em termos de cuidados, com os aparelhos auditivos?

    Como qualquer equipamento eletrônico, o aparelho auditivo requer cuidados com umidade, fortes campos magnéticos, impactos e calor. Além disso, cuidados básicos como limpeza externa, manuseio adequado e revisões periódicas garantem o bom funcionamento e maior durabilidade. Conforme o estado e pelo menos a cada seis meses, leve o aparelho para uma limpeza e verificação na empresa.

  27. Se uma empresa oferecer aparelho bem mais barato, no que devo prestar mais atenção?

    Verifique se a empresa tem tradição no mercado, se oferece assistência pós-venda gratuita e se ela não trabalha com aparelhos usados. Esse tipo de empresa não oferece serviço de manutenção completa ou limita e cobra muito caro. A falta de acompanhamento após a compra pode prejudicar a adaptação do usuário ao aparelho; fazendo o famoso “barato que sai caro”. Leia, também, o texto “Super-Desconto” no menu Dicas.

  28. Qual a expectativa de vida útil de um aparelho auditivo?

    Em média, de três a cinco anos. Porém este prazo é bastante elástico. Há casos de durar menos de dois anos como há casos de mais de dez anos. Pode ser maior ou menor de acordo com os cuidados do usuário, tanto no aspecto de limpeza e manuseio quanto no aspecto de realizar revisões periódicas.

  29. Quais as queixas mais frequentes dos usuários de aparelhos auditivos?

    Algumas pessoas se desacostumam com os ruídos do ambiente, após muitos anos com perda auditiva. Reclamações devido aos ruídos são comuns principalmente no começo, porém, com o tempo, o cérebro é capaz de entender os sons secundários e ignorá-los. Outras dificuldades enfrentadas por alguns usuários são o manuseio, o encaixe no ouvido, a microfonia e a estética. A adaptação ao aparelho exige paciência do usuário e, às vezes, de familiares.

  30. Por que as pessoas não gostam de usar os aparelhos auditivos?

    Por razões estéticas, por falta de paciência para passar pelo processo de adaptação, por preconceito próprio ou por medo do preconceito social. Comprar um aparelho com expectativas irreais também pode se tornar um fator de rejeição.

  31. Preciso entender de especificações dos aparelhos auditivos para fazer uma boa escolha?

    Não, mas é importante que exista uma relação de confiança entre o paciente e o fonoaudiólogo, pois ele indicará os modelos mais adequados de acordo com o grau de perda, o estilo de vida e as preocupações estéticas e financeiras do paciente. Mas, isso tudo faz sentido, apenas, se a empresa for confiável.

  32. Se tiver muitas opções de empresas, como faço uma boa escolha?

    A confiança que a empresa passa é fundamental para uma boa compra. Tradição no ramo, qualidade dos produtos, atendimento (pré e pós-venda) e qualificação dos funcionários também são fatores importantes para escolher uma empresa. Evite preços muito abaixo do mercado com descontos apelativos ou os tipos “o menor preço do mercado”. Leia muito a respeito (este site da Laysom, p.ex.), visite os locais de atendimento e esclareça suas dúvidas pessoalmente para conhecer bem a empresa.

  33. Como funciona a parte da Vigilância Sanitária e a ANVISA para os aparelhos auditivos?

    O local onde você pode comprar, receber o aparelho auditivo e ouvir as orientações de uso, deve ser uma empresa preparada para os aparelhos auditivos. Deve estar registrado na Vigilância Sanitária e ter o Alvará de Funcionamento para poder operar nesta atividade específica. A Vigilância Sanitária é um órgão da esfera municipal, que trabalha com as diretrizes da ANVISA (Federal). Além disso, os aparelhos auditivos que a empresa ou profissional vende precisam ter registro na ANVISA, como todo produto de saúde.

  34. Como posso me garantir na questão de confiança na empresa?

    Hoje em dia, existem meios para saber como funciona este mercado para ajudar a confiar na empresa. A começar pelos registros de reclamações em órgãos como o PROCON e sites como www.reclameaqui.com.br. A empresa precisa ter instalações específicas para operar com aparelhos auditivos. A empresa, e o local, precisa ter licença da Vigilância Sanitária para funcionar com aparelhos auditivos. Peça para mostrar a licença, se não tiver afixado. Não raro, empresas nesta área “desaparecem” com certa facilidade. Como a assistência é muito importante, procure empresas bem estruturadas de pelo menos uma década de fundação; e, não aquelas com “experiência” de muitos anos, mas com a empresa aberta há poucos anos. Procure separar o que é virtual do que é real; pois, a Internet pode induzir a equívocos. Veja uma nota fiscal: a empresa precisa ter o endereço do local onde você recebe o aparelho, caso contrário você estará comprando de uma empresa “fantasma” ou de um vendedor autônomo (tipo independente ou ambulante, principalmente se o atendimento é feito apenas por uma pessoa). A coisa mais errada para se ter confiança em uma empresa é se arriscar naquela empresa apelativa, milagrosa; independente de ter ou não algum registro de reclamação no mercado. Leia mais a respeito de como escolher a sua empresa no menu Dicas. (Leia mais nos textos do menu Dicas)

  35. Tem empresas oferecendo pilhas gratuitas para um ano ou mais. Isto não é bom?

    Existem alguns aspectos nesta questão. Se uma revendedora de carro disser que te dá um ano de combustível de graça, você só precisaria passar lá para reabastecer ou seria reembolsado pela nota fiscal. Isso não existe por dois motivos: é caro e difícil controle. Existe alguma semelhança para pilhas de aparelhos auditivos. A estimativa de consumo é muito grosseira e imprevisível. Na prática, a empresa deveria dizer a quantidade de pilhas fornecidas na aquisição do aparelho auditivo e, talvez, informar o tempo estimado para o consumo. O que equivaleria a dar um tanque de combustível na compra. Mesmo assim, você acha que não está pagando pela pilhas ou eles não te dariam um desconto para não pegar? As pilhas que estariam “te dando” podem ser aquelas de segunda ou terceira linhas que podem até vazar e destruir o seu aparelho auditivo. Se forem pilhas muito baratas, o valor será irrelevante e a empresa pode dar pilhas à vontade. Ser claro e objetivo, com a opção de compra pelo próprio cliente é muito mais honesto e barato do que estes apelos ilusórios.

  36. Tem mais de um tipo de teste com os aparelhos auditivos?

    Sim. Existe o teste feito logo após os exames. Este permite avaliar e ajustar mais apuradamente as indicações dos exames. Ele serve para o usuário avaliar o benefício, a adequação e o gosto do modelo e sonoridade. Mas, também serve para confirmar, ao usuário e ao fonoaudiólogo, a necessidade ou não do segundo tipo de teste: o domiciliar. Principalmente no caso de os exames apontarem para essa necessidade. Ou seja, para os exames que o benefício e a adaptação se mostram duvidosos, o teste de avaliação na empresa deve apontar a necessidade ou não de um teste domiciliar.

  37. Para que tanto esclarecimento, tanto texto, tanto trabalho?

    Para que você tenha a chance de ser bem atendido, sem sustos nem surpresas, promovendo as empresas do bem. Pois, por mais elegante que a Laysom queira ser, os concorrentes e a cultura deste mercado ainda deixa muito a desejar. Dá para melhorar muito. Estamos fazendo a nossa parte. E, a Laysom terá mais chances de prosperar em um mercado honesto. Só depende de você, cliente, para desenvolver as empresas que vão te atender.

  38. Neste site tem tanto texto, mas não tem detalhes técnicos dos aparelhos auditivos?

    É verdade. Estamos preocupados em gerar informações e conhecimento ao internauta que gostaria de ter o problema da audição encaminhado, com segurança e tranquilidade. A equipe Laysom desenvolveu este conteúdo pensando naquilo que seria fundamental para o cliente, com cada colaborador se perguntando como o próprio cliente, por um lado, e vendo os perigos aos clientes, por outro. Como o nosso Editorial já diz: não tem empresa que queira expor as mazelas que podem prejudicar o cliente. A maior parte das questões técnicas são de conhecimento dos Fonoaudiólogos especializados em aparelhos auditivos. E, esta não é a questão mais importante para o usuário e nem reduz os perigos a você. Por mais que você entenda de motor de carros, você precisa “cair” em uma boa mecânica de confiança para você não ter dor de cabeça com o motor. Pode ter sites colocando informações técnicas para preencher, para mostrar um lado técnico, para … Mas, podemos assegurar que você pode obter qualquer conhecimento técnico com os nossos especialistas, tanto para a vida diária do uso do aparelho ou muito mais.